QUAL É O NÚMERO DE FALANTES DE ALEMÃO NO RIO GRANDE DO SUL?

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BILD: 1. Preis aus dem Photographischen Wettbewerb im Serra-Post-Kalender 1932. “Der kleine Mate-Lutscher” (Einsender Herr Albino Krüger, Serro Azul).
DO MÖCHT ICH EICH DIE FROCH DOHIE STELLE: Könnt jemand aus Cerro Largo (früher Serro Azul) dieses Kind uff dem Foto erkennen? Vielleicht gibts jemand in Salvador das Missões, Campina das Missões, Roque Gonzales, oder Butiooh, wo möchlichst könnt wisse, erkenne, wer das Bubchje uff dem Bild dohie ist ( Prefeitura Municipal de São Pedro do Butiá )? Bittschön, hellef uns wenn ‘s geht, ijo gell?!?!

Vou ARREDONDAR BEM POR CIMA OS NÚMEROS para simplificar (baseado nas informações do PROJETO BILINGUISMO NO RIO GRANDE DO SUL, mais abaixo):

Dos cerca de doze milhões de habitantes do estado do Rio Grande do Sul, cerca trinta porcento são bilíngues – dentre os quais, cinquenta e sete porcento falam alemão, trinta e quatro falam italiano, e quatro porcento falam polonês; na porcentagem restante estão incluidas as demais diversas línguas menores e o espanhol falado nas regiões fronteiriças. O número de bilíngues no estado é de uns três milhões e seissentos mil, dos quais dois milhões e cinquenta mil e dois são falantes de alemão (ALEMÃO: 2.052.000).

Fica mais do que óbvio que o idioma alemão é a segunda língua mais falada do Brasil, depois da língua nacional – nenhuma outra chega perto. A vasta maioria das pessoas em nosso país não sabe disso.

Projeto Bilinguismo no Rio Grande do Sul (BIRS)
Coordenação: Walter Koch
Vigência: 1985-1989

Projeto desenvolvido no Instituto de Letras da UFRGS, com o objetivo de mapear as áreas bilíngues do Rio Grande do Sul e, com isso, subsidiar os levantamentos do Atlas Linguístico Etnográfico da Região Sul do Brasil (ALERS). A metodologia do projeto baseou-se em um levantamento por correspondência junto aos alistados – por conseguinte, jovens na casa dos 18 anos, pertencentes ao sexo masculino – que se apresentaram entre 1985 e 1987, às Juntas de Serviço Militar de cada um dos municípios do Estado. O questionário enviado às Juntas, para ser preenchido pelo alistado, indagava sobre as línguas faladas pelos mesmos e por seus pais. Os resultados da enquete (v. Altenhofen 1990) apontaram para esse período um índice geral de 26,41% de bilíngues (incluindo geração dos pais e dos alistados). Desse total, o alemão aparece com 56,61%, em 1º lugar, como língua adicional mais falada no RS, seguido do italiano (33,94%) e do polonês (3,97%). Na comparação entre as duas gerações, constatou-se uma redução de 11,75% na média geral de falantas bilíngues, ou seja, houve, segundo a amostra, uma perda linguística de 30,85%, na geração dos pais, para 19,10% na geração dos filhos em idade de alistamento militar.

Atualmente, os dados coletados, de uma amostra que cobre cerca de 80% da área do Estado, fazem parte do acervo do Projeto ALMA-H. Seu valor histórico está no fato de garantir, ao menos para o RS, dados comparativos sobre a vitalidade e manutenção das línguas de imigração no período em questão. Esses dados preenchem uma lacuna do censo demográfico do IBGE que perdura desde 1950, última vez em que se inquiriu sobre “outras línguas faladas no lar”, além do português.

FONTE: ALMA. Grupo de Estudos da Escrita do Hunsrückisch (ESCRITHU) / UFRGS
[Nota: Ao entrar nesta página, vá direto à seção “Projeto Bilinguismo no Rio Grande do Sul (BIRS). Coordenação: Walter Koch. Vigência: 1985-1989”].

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